Uma das preocupações dos pais é onde colocar os filhos para estudar, principalmente por conta dos gastos com transporte.

Na manhã desta segunda-feira (12), muitos pais e responsáveis por alunos do Colégio Estadual Imaculada Conceição, que fica no bairro Conceição, em Feira de Santana, protestaram contra o fechamento da instituição. Ao Acorda Cidade, os manifestantes disseram que o anúncio foi feito às 22h de sexta-feira (9), e pegou todos de surpresa.


Maria Roqueline também afirmou que o filho gosta muito da escola e dos professores, e que ele está sem saber o que fazer.
“Os professores dão um bom ensino, dão um bom retorno, anda junto com a gente, com a população, e é isso que a gente quer e a gente precisa”.
Outras opiniões
Assim como Maria Roqueline, outras mães e pais contaram ao Acorda Cidade que não sabem por que a escola está sendo fechada. De acordo com os manifestantes, eles teriam sido avisados de um fechamento.
Mas, a diretora Luciana Melo disse que isso não iria mais acontecer. Em seguida, as férias de dezembro começaram, e posteriormente, o anúncio do fechamento aconteceu.
Uma das preocupações dos pais é o fato de que a escola é a única do bairro que têm ensino médio, e que atende os bairros Conceição I e II, Santo Antônio dos Prazeres, Parque Brasil e Alto do Rosário, bem como onde colocar os filhos para estudar, principalmente por conta do transporte e o gasto necessário no deslocamento.
Outros manifestantes afirmaram que a população da região tem entre 30 e 40 mil pessoas, e que o desejo é que mais escolas sejam construídas, e não fechadas. Além disso, chamaram atenção para os alunos que têm alguma necessidade especial.
Um outro problema abordado pelos pais é de escolas em outros bairros que não aceitam alunos de bairros diferentes por conta de facções criminosas.
Apoio da APLB
O Sindicato da APLB-Feira também esteve presente na manifestação, em apoio aos pais e estudantes da unidade educacional. Uma nota foi emitida, em repúdio à ação de fechamento da escola estadual.

A reportagem irá solicitar um retorno do Núcleo Territorial de Educação (NTE).

Pais protestam contra fechamento do Colégio Estadual Imaculada Conceição | Foto: Paulo José
Na manhã desta segunda-feira (12), muitos pais e responsáveis por alunos do Colégio Estadual Imaculada Conceição, que fica no bairro Conceição, em Feira de Santana, protestaram contra o fechamento da instituição. Ao Acorda Cidade, os manifestantes disseram que o anúncio foi feito às 22h de sexta-feira (9), e pegou todos de surpresa.
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De acordo com Maria Roqueline, mãe de um aluno da escola que tem 17 anos e está indo para o 3º ano do Ensino Médio, os pais já haviam matriculado seus filhos.
“O que fizeram é uma falta de respeito com os nossos alunos. Eles disseram que a escola não iria fechar, que a gente ia ter esse apoio. Já fizemos matrícula dos alunos e como é que sexta-feira, 22h40, eles informam que a escola não vai mais funcionar?”
A mãe também disse que recebeu a notícia na sexta-feira à noite, após o filho, que estuda no colégio há três anos, receber uma mensagem de uma professora em um grupo.
De acordo com Maria Roqueline, mãe de um aluno da escola que tem 17 anos e está indo para o 3º ano do Ensino Médio, os pais já haviam matriculado seus filhos.
“O que fizeram é uma falta de respeito com os nossos alunos. Eles disseram que a escola não iria fechar, que a gente ia ter esse apoio. Já fizemos matrícula dos alunos e como é que sexta-feira, 22h40, eles informam que a escola não vai mais funcionar?”
A mãe também disse que recebeu a notícia na sexta-feira à noite, após o filho, que estuda no colégio há três anos, receber uma mensagem de uma professora em um grupo.

Pais protestam contra fechamento do Colégio Estadual Imaculada Conceição | Foto: Paulo José
“Então isso é uma falta de respeito com a população, e isso não pode ficar assim. Alguém tem que responder, o Estado precisa dar uma resposta para a gente”.
Demais questões
Outra questão abordada por Maria Roqueline foi a falta de respostas. Ela e os outros pais presentes na manifestação questionaram o que vai acontecer com os alunos da instituição.
“Eles não deram uma resposta, a gente não sabe o que vai fazer, para onde vai mandar, como vai mandar, e outra, se disser que vai mandar para uma escola na rua, e os alunos que não tem como se locomover para a rua faz o que? Vai deixar à toa, os meninos vão parar de estudar?”
Além disso, a mulher falou sobre o processo de municipalização, que, segundo ela, havia sido anunciado há três anos. No entanto, apenas a Escola João Durval Carneiro foi municipalizada.
“Nós lutamos e a Imaculada permaneceu. E eles disseram que não ia mexer mais com a Imaculada. Quando foi agora, de surpresa, resolveram fechar. Não é nem municipalizar, resolveram que vai fechar a escola, vai tirar a única escola que nós temos no bairro do estado, vão fechar. E isso não existe”.
Demais questões
Outra questão abordada por Maria Roqueline foi a falta de respostas. Ela e os outros pais presentes na manifestação questionaram o que vai acontecer com os alunos da instituição.
“Eles não deram uma resposta, a gente não sabe o que vai fazer, para onde vai mandar, como vai mandar, e outra, se disser que vai mandar para uma escola na rua, e os alunos que não tem como se locomover para a rua faz o que? Vai deixar à toa, os meninos vão parar de estudar?”
Além disso, a mulher falou sobre o processo de municipalização, que, segundo ela, havia sido anunciado há três anos. No entanto, apenas a Escola João Durval Carneiro foi municipalizada.
“Nós lutamos e a Imaculada permaneceu. E eles disseram que não ia mexer mais com a Imaculada. Quando foi agora, de surpresa, resolveram fechar. Não é nem municipalizar, resolveram que vai fechar a escola, vai tirar a única escola que nós temos no bairro do estado, vão fechar. E isso não existe”.
Pais protestam contra fechamento do Colégio Estadual Imaculada Conceição | Foto: Paulo José
Maria Roqueline também afirmou que o filho gosta muito da escola e dos professores, e que ele está sem saber o que fazer.
“Os professores dão um bom ensino, dão um bom retorno, anda junto com a gente, com a população, e é isso que a gente quer e a gente precisa”.
Outras opiniões
Assim como Maria Roqueline, outras mães e pais contaram ao Acorda Cidade que não sabem por que a escola está sendo fechada. De acordo com os manifestantes, eles teriam sido avisados de um fechamento.
Mas, a diretora Luciana Melo disse que isso não iria mais acontecer. Em seguida, as férias de dezembro começaram, e posteriormente, o anúncio do fechamento aconteceu.
Uma das preocupações dos pais é o fato de que a escola é a única do bairro que têm ensino médio, e que atende os bairros Conceição I e II, Santo Antônio dos Prazeres, Parque Brasil e Alto do Rosário, bem como onde colocar os filhos para estudar, principalmente por conta do transporte e o gasto necessário no deslocamento.
Outros manifestantes afirmaram que a população da região tem entre 30 e 40 mil pessoas, e que o desejo é que mais escolas sejam construídas, e não fechadas. Além disso, chamaram atenção para os alunos que têm alguma necessidade especial.
Um outro problema abordado pelos pais é de escolas em outros bairros que não aceitam alunos de bairros diferentes por conta de facções criminosas.
Apoio da APLB
O Sindicato da APLB-Feira também esteve presente na manifestação, em apoio aos pais e estudantes da unidade educacional. Uma nota foi emitida, em repúdio à ação de fechamento da escola estadual.

Foto: APLB
Na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, a APLB Sindicato esteve presente e manifestou apoio à mobilização da comunidade do bairro Conceição contra o fechamento da Escola Estadual Imaculada Conceição, única escola da rede estadual que oferta o Ensino Médio na localidade.
A decisão de encerrar as atividades da unidade escolar provocou indignação entre estudantes, pais, mães, educadores e moradores, sobretudo porque não há outra escola estadual próxima capaz de absorver a demanda. A situação afeta diretamente dezenas de jovens que, neste ano letivo, concluiriam o Ensino Médio, colocando em risco seus projetos de vida e a continuidade dos estudos.
Durante o manifesto, a APLB Sindicato reforçou que o fechamento da escola representa um grave ataque ao direito constitucional à educação pública, ampliando desigualdades sociais e podendo provocar evasão escolar, especialmente entre estudantes da periferia. A entidade destacou ainda o papel estratégico da escola para o desenvolvimento educacional, social e cultural do bairro Conceição.
A comunidade, junto com a APLB, conclama o governador do Estado da Bahia a rever imediatamente a decisão, garantindo a permanência da Escola Estadual Imaculada Conceição em funcionamento. Para os manifestantes, não é admissível que a única escola estadual do bairro seja fechada sem diálogo com a comunidade escolar e sem a apresentação de alternativas viáveis.
Na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, a APLB Sindicato esteve presente e manifestou apoio à mobilização da comunidade do bairro Conceição contra o fechamento da Escola Estadual Imaculada Conceição, única escola da rede estadual que oferta o Ensino Médio na localidade.
A decisão de encerrar as atividades da unidade escolar provocou indignação entre estudantes, pais, mães, educadores e moradores, sobretudo porque não há outra escola estadual próxima capaz de absorver a demanda. A situação afeta diretamente dezenas de jovens que, neste ano letivo, concluiriam o Ensino Médio, colocando em risco seus projetos de vida e a continuidade dos estudos.
Durante o manifesto, a APLB Sindicato reforçou que o fechamento da escola representa um grave ataque ao direito constitucional à educação pública, ampliando desigualdades sociais e podendo provocar evasão escolar, especialmente entre estudantes da periferia. A entidade destacou ainda o papel estratégico da escola para o desenvolvimento educacional, social e cultural do bairro Conceição.
A comunidade, junto com a APLB, conclama o governador do Estado da Bahia a rever imediatamente a decisão, garantindo a permanência da Escola Estadual Imaculada Conceição em funcionamento. Para os manifestantes, não é admissível que a única escola estadual do bairro seja fechada sem diálogo com a comunidade escolar e sem a apresentação de alternativas viáveis.
+Leia mais informações sobre Educação no site do Portal Regional Notícias
A APLB Sindicato reafirma seu compromisso histórico na defesa da educação pública, gratuita, laica e de qualidade, e seguirá ao lado da comunidade do bairro Conceição na luta para assegurar o direito à educação e o futuro dos estudantes.
A escola fica! Educação é direito, não favor.
A APLB Sindicato reafirma seu compromisso histórico na defesa da educação pública, gratuita, laica e de qualidade, e seguirá ao lado da comunidade do bairro Conceição na luta para assegurar o direito à educação e o futuro dos estudantes.
A escola fica! Educação é direito, não favor.
Portal Regional Notícias, com informações do repórter Paulo José para o Acorda Cidade.
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Educação
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