
Nicolás Maduro, ditador da Venezuela capturado neste sábado, 3, pelos Estados Unidos, chegou ao poder em 2013. Desde então, a forma como conduz o regime é alvo de críticas de governos e organizações estrangeiros, sobretudo por dúvidas quanto ao respeito aos processos democráticos no país, onde abundam denúncias de corrupção e perseguição política.
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O chavista venceu sua primeira eleição presidencial em 14 de abril de 2013, ao superar Henrique Capriles por menos de dois pontos porcentuais. A vitória marcou o início de um novo ciclo político na Venezuela depois da morte de Hugo Chávez, conforme informações compiladas pela emissora CNN.
Mais recentemente, a oposição contestou o resultado das eleições de 2024, nas quais Maduro se declarou vencedor. Diversos países, como Argentina, Paraguai e Estados Unidos, não reconheceram o resultado.
"The United States of America has successfully carried out a large scale strike against Venezuela and its leader, President Nicolas Maduro, who has been, along with his wife, captured and flown out of the Country. This operation was done in conjunction with U.S. Law Enforcement.… pic.twitter.com/sFa5OC4ZrZ
— The White House (@WhiteHouse) January 3, 2026
Em setembro, a tensão entre Venezuela e Estados Unidos se intensificou, quando Washington iniciou uma operação contra supostos barcos ligados ao narcotráfico no Caribe. O então presidente norte-americano Donald Trump passou a pressionar Maduro a deixar o poder.
Quem é Nicolás Maduro
Nicolás Maduro Moros nasceu em 23 de novembro de 1962, em Caracas. É filho de Nicolás Maduro García e Teresa de Jesús Moros. Casado com Cília Flores, tem um filho, Nicolás Maduro Jr.
Antes da carreira política, trabalhou como motorista de ônibus e atuou em sindicato da categoria. Em 1983, foi guarda-costas do então candidato presidencial José Vicente Rangel. Engajou-se na campanha pela libertação de Hugo Chávez depois da tentativa de golpe de 1992 e, posteriormente, ajudou a fundar o Movimento V República.

Em 1999, foi eleito para a Assembleia Nacional Constituinte responsável por redigir a nova Constituição. No ano seguinte, tornou-se deputado da Assembleia Nacional. Entre 2005 e 2006, atuou como porta-voz do Legislativo e, de 2006 a 2013, foi ministro das Relações Exteriores.
Em outubro de 2012, Chávez escolheu Maduro como vice-presidente e, em dezembro do mesmo ano, o indicou como seu sucessor, antes de se submeter a uma nova cirurgia contra o câncer. Chávez morreu em 5 de março de 2013, e Maduro assumiu como presidente interino três dias depois.
Eleição de 2013
Maduro venceu a eleição presidencial de 14 de abril de 2013 por margem apertada contra Henrique Capriles. A Suprema Corte rejeitou a recontagem manual dos votos, considerada inconstitucional.
🚨 VENEZUELANS IN MIAMI CELEBRATE MADURO'S FALL AFTER DECADE OF RUIN
— Heterodox Media (@HeterodoxMedia) January 3, 2026
Venezuelan expats flood Miami streets waving flags and weeping in joy over Nicolás Maduro's US capture, ending a brutal reign that devastated their homeland since 2013.
Maduro's rule has plunged Venezuela… pic.twitter.com/cs9ViFFCmP
O chavista tomou posse depois de o Conselho Nacional Eleitoral anunciar auditoria do pleito. Ainda naquele ano, expulsou três diplomatas norte-americanos, acusando-os de envolvimento em um apagão no país.
Em fevereiro de 2014, protestos estudantis ganharam repercussão internacional diante da morte de três pessoas. A crise social e econômica impulsionou as manifestações. Em 2016, Maduro decretou “emergência econômica” e, depois, “emergência constitucional”.
Em maio de 2017, anunciou medidas para alterar a Constituição e reformular o sistema político. Eleições criaram uma Assembleia Nacional Constituinte pró-governo, em substituição ao Parlamento eleito. A oposição denunciou fraude, e confrontos deixaram ao menos seis mortos.

Em 20 de maio de 2018, Maduro foi reeleito em uma votação contestada pela oposição e pela comunidade internacional, com participação de 46% do eleitorado. O Grupo de Lima classificou o pleito como ilegítimo.
Em agosto daquele ano, Maduro sobreviveu a uma suposta tentativa de assassinato com drones explosivos durante um desfile militar. Ele atribuiu o ataque à “extrema direita” e ao então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, acusações rejeitadas por Bogotá.
Seis pessoas foram presas. Em outubro, o vereador Fernando Albán, investigado no caso, morreu ao cair de um prédio; o governo afirmou suicídio, enquanto críticos acusaram assassinato. Os Estados Unidos impuseram sanções à mulher de Maduro e a aliados próximos em setembro de 2018.
🚨 1/ Lo torturaron, lo mataron y lo arrojaron por una ventana: el régimen dijo ‘suicidio’.Así comenzó la tragedia de Fernando Albán, concejal venezolano que desafió a Maduro y pagó con su vida. Esto es lo que pasó y el infierno que vive su familia. ⬇️🧵 pic.twitter.com/p0fTQxbQis
— MAJA (@Libertaria17082) March 28, 2025
Supostos planos de golpe e ascensão de Guaidó
Reportagens do jornal The New York Times e da emissora CNN revelaram reuniões entre autoridades norte-americanas e militares venezuelanos que discutiam um golpe contra Maduro, sem apoio final dos EUA.
Em janeiro de 2019, Maduro iniciou novo mandato sem reconhecimento de grande parte da comunidade internacional. A Organização dos Estados Americanos (OEA) declarou o governo ilegítimo.
Pouco depois, Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino e foi reconhecido por países como EUA, Canadá, Argentina e Brasil. Maduro acusou Washington de apoiar um golpe e expulsou diplomatas norte-americanos.
Em julho de 2019, a ONU divulgou relatório apontando padrões de graves violações de direitos humanos na Venezuela, o que Maduro classificou como manipulação.

Em 2024, o Conselho Eleitoral declarou Maduro vencedor da eleição presidencial, garantindo-lhe mandato até 2031. O resultado foi amplamente contestado. O Carter Center pediu a divulgação das atas, o que não ocorreu.
A principal líder opositora, María Corina Machado, foi impedida de concorrer, e Edmundo González Urrutia foi lançado como candidato. A oposição afirmou ter atas que indicariam vitória de González, acusação rejeitada pelo governo.
Protestos depois do pleito resultaram, segundo dados oficiais, em cerca de 2,4 mil detenções e ao menos 24 mortes, conforme ONGs. González acabou se asilando na Espanha, em episódio classificado pela OEA como “exílio forçado”. Maduro tomou posse em 10 de janeiro de 2025.
Venezolanos, llegó la hora de la libertad. pic.twitter.com/ehy20V1xm9
— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) January 3, 2026
Escalada de tensão de Maduro com os EUA em 2025
Em julho de 2025, os Estados Unidos ofereceram recompensa de US$ 25 milhões por informações que levassem à prisão ou condenação de Maduro, ao designarem o Cartel de Los Soles como organização terrorista. Em agosto, o valor subiu para US$ 50 milhões. Washington acusa Maduro de liderar o cartel, o que ele nega.
A tensão aumentou com a mobilização de navios norte-americanos na costa venezuelana e ataques a supostas embarcações do narcotráfico no Caribe e no Pacífico. Em conversa com Donald Trump, Maduro teria pedido anistia total para si e aliados, retirada de sanções e encerramento de investigações no Tribunal Penal Internacional, que apura crimes contra a humanidade desde 2014.
Trump rejeitou a maioria das demandas e deu prazo para Maduro deixar o país, o que não ocorreu. Em meio ao impasse, Maduro declarou “lealdade absoluta” ao povo venezuelano e reafirmou compromisso com o legado de Hugo Chávez.
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