Material entregue a Fachin detalha conteúdos extraídos do celular do banqueiro

Defesa de Toffoli minimiza indícios
Interlocutores de Toffoli negam qualquer irregularidade. Segundo eles, o relatório apenas menciona quatro ligações e um convite de aniversário que não foi respondido. A versão oficial do ministro qualifica o conteúdo como “ilações” e contesta a legitimidade da PF para discutir sua suspeição no caso.
Ainda assim, a defesa reconhece que Toffoli recebeu recursos da Maridt. No entanto, afirma que os pagamentos foram regulares, por conta da sua posição de sócio.
A relatoria de Toffoli no caso Master já provocava incômodo dentro da PF antes da entrega formal do relatório. O ministro impôs sigilo ao processo no mesmo dia em que viajou de jatinho ao Peru, acompanhado do advogado de um dos diretores do banco, para assistir à final da Libertadores de 2025.
A aeronave era do empresário Luiz Pastore, que, no ano anterior, visitou o Tayayá ao lado de Vorcaro e André Esteves, do BTG Pactual.
Além disso, Toffoli adotou uma série de medidas que concentraram a investigação no STF. Ele determinou que a custódia das provas permanecesse na Corte e que todas as oitivas ocorressem no STF.
No fim de dezembro, antes mesmo de qualquer depoimento, ele marcou uma acareação entre o CEO do Master, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e o diretor do Banco Central (BC), Ailton de Aquino.
Depois de críticas, o ministro autorizou que os três fossem ouvidos pela PF, mas incluiu uma lista extensa de perguntas — conduta incomum em casos desse tipo. No interrogatório de Vorcaro, por exemplo, Toffoli focou decisões do BC que levaram à liquidação do banco, em vez de questionar diretamente os indícios de fraude na venda de carteiras ao BRB.
Agentes da PF contestaram decisões do ministro
Toffoli também se desentendeu publicamente com a PF. Em janeiro, acusou a corporação de “inércia” por ter iniciado a segunda fase da Operação Compliance Zero com um dia de atraso em relação ao prazo estipulado por ele.
A PF alegou que só pôde agir depois de confirmar os endereços dos alvos. Os pedidos já estavam na Justiça desde outubro, antes mesmo da prisão de Vorcaro e da liquidação do Master.

Interlocutores de Toffoli negam qualquer irregularidade | Foto: Reprodução/Gustavo Moreno/STF/Flickr
O relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso Banco Master inclui telefonemas entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, além de uma mensagem com um convite de aniversário enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O material, com cerca de 200 páginas, foi entregue em mãos ao presidente da Corte, Edson Fachin.
O relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso Banco Master inclui telefonemas entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, além de uma mensagem com um convite de aniversário enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O material, com cerca de 200 páginas, foi entregue em mãos ao presidente da Corte, Edson Fachin.
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Fachin avalia se o conteúdo justifica a suspeição de Toffoli, que assumiu a relatoria do caso no STF e passou a controlar o andamento do processo. Segundo o jornal O Globo, que revelou as informações, o documento não chega a pedir formalmente o afastamento do magistrado, mas detalha conteúdos extraídos do celular do banqueiro.
Entre os elementos, investigadores destacam conversas sobre repasses financeiros ligados ao Tayayá Resort, empreendimento da família Toffoli.
De acordo com o relatório, a empresa Maridt — dona do resort até 2021 — teria feito pagamentos ao ministro, que aparece como sócio da companhia ao lado dos irmãos José Carlos e José Eugênio. A Maridt foi posteriormente vendida a um fundo administrado por parentes de Vorcaro.
O pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e indicado como um de seus principais operadores, aparece como elo da transação. Ele teria mantido interlocução constante com Vorcaro e discutido o resort como tema frequente.
Fachin avalia se o conteúdo justifica a suspeição de Toffoli, que assumiu a relatoria do caso no STF e passou a controlar o andamento do processo. Segundo o jornal O Globo, que revelou as informações, o documento não chega a pedir formalmente o afastamento do magistrado, mas detalha conteúdos extraídos do celular do banqueiro.
Entre os elementos, investigadores destacam conversas sobre repasses financeiros ligados ao Tayayá Resort, empreendimento da família Toffoli.
De acordo com o relatório, a empresa Maridt — dona do resort até 2021 — teria feito pagamentos ao ministro, que aparece como sócio da companhia ao lado dos irmãos José Carlos e José Eugênio. A Maridt foi posteriormente vendida a um fundo administrado por parentes de Vorcaro.
O pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e indicado como um de seus principais operadores, aparece como elo da transação. Ele teria mantido interlocução constante com Vorcaro e discutido o resort como tema frequente.
Defesa de Toffoli minimiza indícios
Interlocutores de Toffoli negam qualquer irregularidade. Segundo eles, o relatório apenas menciona quatro ligações e um convite de aniversário que não foi respondido. A versão oficial do ministro qualifica o conteúdo como “ilações” e contesta a legitimidade da PF para discutir sua suspeição no caso.
Ainda assim, a defesa reconhece que Toffoli recebeu recursos da Maridt. No entanto, afirma que os pagamentos foram regulares, por conta da sua posição de sócio.
A relatoria de Toffoli no caso Master já provocava incômodo dentro da PF antes da entrega formal do relatório. O ministro impôs sigilo ao processo no mesmo dia em que viajou de jatinho ao Peru, acompanhado do advogado de um dos diretores do banco, para assistir à final da Libertadores de 2025.
A aeronave era do empresário Luiz Pastore, que, no ano anterior, visitou o Tayayá ao lado de Vorcaro e André Esteves, do BTG Pactual.
Além disso, Toffoli adotou uma série de medidas que concentraram a investigação no STF. Ele determinou que a custódia das provas permanecesse na Corte e que todas as oitivas ocorressem no STF.
No fim de dezembro, antes mesmo de qualquer depoimento, ele marcou uma acareação entre o CEO do Master, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e o diretor do Banco Central (BC), Ailton de Aquino.
Depois de críticas, o ministro autorizou que os três fossem ouvidos pela PF, mas incluiu uma lista extensa de perguntas — conduta incomum em casos desse tipo. No interrogatório de Vorcaro, por exemplo, Toffoli focou decisões do BC que levaram à liquidação do banco, em vez de questionar diretamente os indícios de fraude na venda de carteiras ao BRB.
Agentes da PF contestaram decisões do ministro
Toffoli também se desentendeu publicamente com a PF. Em janeiro, acusou a corporação de “inércia” por ter iniciado a segunda fase da Operação Compliance Zero com um dia de atraso em relação ao prazo estipulado por ele.
A PF alegou que só pôde agir depois de confirmar os endereços dos alvos. Os pedidos já estavam na Justiça desde outubro, antes mesmo da prisão de Vorcaro e da liquidação do Master.
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Em outro momento, o ministro impediu temporariamente o acesso da PF ao material da segunda fase da operação. Só liberou os documentos ao Ministério Público Federal posteriormente e autorizou a perícia da PF com restrição: apenas quatro agentes, escolhidos por ele, poderiam atuar.
No dia seguinte, reduziu de seis para dois dias o prazo para a realização dos depoimentos dos investigados. Agentes da PF consideraram o intervalo precário e disseram que a medida prejudicaria o andamento das diligências.
Em outro momento, o ministro impediu temporariamente o acesso da PF ao material da segunda fase da operação. Só liberou os documentos ao Ministério Público Federal posteriormente e autorizou a perícia da PF com restrição: apenas quatro agentes, escolhidos por ele, poderiam atuar.
No dia seguinte, reduziu de seis para dois dias o prazo para a realização dos depoimentos dos investigados. Agentes da PF consideraram o intervalo precário e disseram que a medida prejudicaria o andamento das diligências.
Portal Regional Notícias, com informações da Revista Oeste.
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