
Israel iniciou nesta terça-feira, 20, a demolição da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA, na sigla em inglês) em Jerusalém Oriental. Forças israelenses entraram no complexo nas primeiras horas da manhã com tratores e equipamentos pesados, destruindo prédios do local.
Instalação da UNRWA sendo demolida em Jerusalém.
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) January 20, 2026
Esse órgão da ONU, criado para apoiar palestinos, provou ter um elevado nível de cumplicidade com os terroristas palestinos do Hamas, ao ponto de alguns dos seus funcionários terem participado no ataque terrorista de 7 de outubro… pic.twitter.com/dUE289khur
A UNRWA classificou a ação como um “ataque sem precedentes” e afirmou que a medida viola o direito internacional e as prerrogativas das Nações Unidas. Segundo o porta-voz Jonathan Fowler, as forças israelenses “invadiram” o complexo pouco depois das 7h.Following Israel’s law banning UNRWA activity, the Israel Land Authority—backed by police—has seized the UNRWA compound in Jerusalem’s Ma’alot Dafna neighborhood.
— Amit Segal (@AmitSegal) January 20, 2026
The site is returning to state control and will be redeveloped for public use. pic.twitter.com/UXiSL3tZXx
A demolição ocorre depois de anos de medidas legislativas contra a agência. Em outubro de 2024, o Parlamento de Israel, a Knesset, aprovou leis que proíbem a atuação da UNRWA em território israelense. Mesmo assim, a agência seguia operando escolas, serviços de saúde e programas sociais em Jerusalém Oriental.
Israel acusa a UNRWA de colaborar com o Hamas e de envolvimento em atividades terroristas.
Defesa de Israel

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a UNRWA já havia encerrado atividades no local e que o complexo não possuia de imunidade. Segundo a pasta, a apreensão ocorreu de acordo com o direito israelense e internacional.
Durante a demolição, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, esteve no local e declarou que a ação representa um “dia importante para a soberania em Jerusalém”.
No mês passado, autoridades israelenses já haviam feito uma operação no complexo, hasteado a bandeira de Israel e apreendido bens, alegando disputas fiscais — versão rejeitada pela ONU, que afirmou que o local permanece inviolável.
Israel intensificou a campanha contra a UNRWA depois de acusações de que funcionários da agência participaram do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. O país também afirma que mais de 10% do quadro da UNRWA em Gaza teria ligação com grupos terroristas.
Em fevereiro de 2024, as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter identificado um centro de dados do Hamas sob a sede da UNRWA na Faixa de Gaza e dizem já ter encontrado combatentes e estruturas do grupo em escolas da agência.
Críticas e defesa da UNRWA
Ex-reféns libertados relataram ter sido mantidos em cativeiro em instalações da UNRWA. Por outro lado, defensores da agência destacam seu papel central na assistência a palestinos em Gaza e na Cisjordânia e afirmam que não há outra organização capaz de substituir suas funções humanitárias.
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